EDUCADORAS DO AMANHÃ
Criamos
este espaço para compartilhar com você, educador (a) de informações,
conhecimento, imagens, experiências, vivências, enfim, tudo aquilo que diz
respeito à área educacional e que possa trazer à luz, propostas e soluções para
as dificuldades que nós encontramos no dia-a-dia em sala de aula. Seja bem
vindo (a) nesta viagem.
PENSA QUE
ACABOU?
Propus neste momento atividades que englobam todas as
disciplinas do Ensino
Fundamental I
Vejamos:
ARTE
Obras e pintores de
todo o Brasil são um rico conteúdo
Ao aproveitar a
diversidade da produção que retrata a cultura de sua cidade ou de seu estado,
você ajuda a desmistificar o fazer artístico e amplia o repertório dos
estudantes
Estudar obras de
artistas locais inspira a turma a criar
Quais pintores escolher para organizar uma proposta como essa? Depende dos
objetivos a serem alcançados pelos alunos. Porém um cuidado básico do educador
é garantir que haja diálogo entre os temas trabalhados pelos artistas, as
técnicas, os materiais e a linguagem. Sumaya sugere, inclusive, que o trabalho
não se restrinja aos representantes da arte local. O ideal é pesquisar e também
levar à sala pintores de cidades, estados ou até países diferentes que explorem
a mesma temática ou técnica. "Isso ajuda a turma a entender como a
realidade local influencia a obra do artista", diz ela. No projeto da
garotada da Ludovico Cuccolo, por exemplo, uma boa ideia teria sido associar as
obras do suíço naturalizado alemão Paul Klee (1879-1940) às de Cascaes, já que
os dois pintores trabalham com seres fantásticos.
Como conduzir o projeto? A apreciação das obras é uma das fases fundamentais e
isso precisa ser contemplado. Ao apresentar as réplicas de três quadros de
Cascaes(Boitatá, Bruxa Fera da Ilha da Madeira e Boitatá do Rio Tavares),
Julmara tinha como objetivo que os alunos interpretassem o que viam e
observassem os aspectos formais da obra.
As crianças puderam opinar livremente. Uma delas chamou a atenção dos colegas
para o fato de todo o espaço da tela ter sido ocupado pelo artista. Outra falou
sobre as intenções do pintor ao apreciar uma obra que retratava o mito do
boitatá: "Acho que ele queria deixar a gente com medo do que está
vendo".
Houve também quem reconhecesse em um dos quadros de Cascaes um personagem
folclórico familiar à população local, o boi de mamão. "O desafio dessa
tarefa não é errar ou acertar, mas ser sensível à arte", explica Marisa
Szpigel, coordenadora de Arte da Escola da Vila e do Departamento Educativo da
Fundação Bienal, ambas em São Paulo.
É comum durante a apreciação das imagens o professor intervir demais nas
observações dos estudantes. Em vez disso, é melhor deixá-los perguntar o que
gostariam de saber, promover debates e socializar opiniões.
A experimentação é outra fase que precisa ser promovida, momento ideal para a
criançada vivenciar o processo criativo dos artistas estudados e provar as
técnicas e os materiais usados por eles. Julmara analisa que essa foi uma etapa
importante para a turma reconhecer que fazer arte não é um dom. "Os
estudantes compreenderam que isso exige conhecimento, pesquisa e técnica",
diz. Porém essa atividade não pode se tornar uma tentativa de copiar as obras
estudadas. Para não cair nesse erro, pensar bem no tipo de proposta a apresentar
é fundamental. Se o artista, por exemplo, trabalha com a temática social da
região, os alunos podem fazer uma investigação sobre mais questões a esse
respeito para fazer delas o foco de suas produções. Os estudantes da Ludovico
Coccolo experimentaram trabalhar com natureza-morta, tema explorado por Vera -
mas Julmara criou um cenário exclusivo para que eles fizessem desenhos de
observação. "A intenção era que se apoiassem no trabalho dela."
Para finalizar o projeto sobre arte local, a educadora encaminhou os alunos a
criar obras lançando mão de todos os temas, as técnicas e os materiais que já
tinham descoberto, analisado e experimentado. Garantiu, especialmente, que as
crianças pudessem vivenciar a oportunidade, cada um a sua maneira. Uma delas, com
necessidades educacionais especiais (NEE), por exemplo, optou por outra
ferramenta, em vez da pena mosquito na hora de pintar com nanquim (leia a última página).
O trabalho de reflexão - a terceira ponta do triângulo didático de Arte,
completado pela apreciação e experimentação - ocorreu durante todo o projeto.
Os estudantes sempre eram instigados por Julmara a se aproximar dos artistas
estudados e analisar o percurso de trabalho deles, o que as obras despertavam
no público e como as imagens dialogavam com a cultura e com a paisagem locais,
elementos já conhecidos.
Tão importante quanto a reflexão da criançada foi o empenho de Julmara em
refletir sobre sua trajetória como mediadora do conhecimento. Ela fotografou
todas as aulas e fez registros escritos delas, hábito que adquiriu no estágio
obrigatório durante o curso de licenciatura em Artes Visuais. O material ajudou
a educadora a acompanhar o desenvolvimento das crianças e avaliar a
aprendizagem delas. "Também uso os registros para analisar o que deu certo
e planejar as próximas ideias", afirma.
Como você pode notar, o modo como Julmara organizou as atividades para o
projeto foi um ganho para todos, incluindo ela. Uma prova de que qualquer local
do país fornece subsídios para um bom trabalho na disciplina de Arte. Estude,
pesquise e avalie o entorno da escola em que você atua. Descubra quais os
artistas da região que, como Cascaes e Vera, podem descortinar muitas
aprendizagens para a turma.
Disponível em:http://revistaescola.abril.com.br/fundamental-1/obras-pintores-todo-brasil-sao-rico-conteudo-684734.shtml
CIÊNCIAS
Projeto
Orientação sexual
(projeto institucional)
Objetivos
-
Envolver professores e pais no trabalho de orientação sexual dos estudantes.
- Desenvolver nos alunos o respeito pelo corpo (o próprio e o do outro).
- Refletir sobre diferenças de gênero e relacionamentos.
- Dar informações sobre gravidez, métodos anticoncepcionais e doenças
sexualmente transmissíveis (DSTs).
- Conscientizar sobre a importância de uma vida sexual responsável.
Conteúdos
- Sistema
reprodutivo
- Corpo humano
- Padrões de beleza
Anos
1º a 5º.
Desenvolvimento
1ª etapa
Prepare a escola e a comunidade:
Capacitação
da equipe
Professores
e funcionários devem estar preparados para lidar com as manifestações da
sexualidade de crianças e jovens. Um curso de capacitação sobre os principais
temas (como falar e agir com crianças e adolescentes; prazer e limites;
gravidez e aborto; DSTs etc.) é o mais indicado. Além disso, os formadores
podem ajudar a identificar os conteúdos das diversas disciplinas que contribuem
para um trabalho sistemático sobre o tema.
Envolvimento dos pais
Faça uma
reunião com as famílias para apresentar o programa. Aproveite para falar
brevemente sobre as principais manifestações da sexualidade na infância e na
adolescência.
Formação permanente
Organize
um grupo de professores para estudar temas ligados à sexualidade e discutir as
experiências em sala de aula.
2ª
etapa
O
trabalho em sala de aula exige que você fique atento às atitudes e à
curiosidade das crianças, pois são elas que vão dar origem aos debates e às
atividades propostos a seguir:
Vocabulário
da sexualidade
Palavrões
são comuns nas conversas infantis e podem ser usados para fazer graça ou para
agredir. Mas eles perdem rapidamente o impacto quando você os escreve no
quadro. Explique o significado de cada um, deixe claro que todos podem ser
ofensivos e, por isso, não devem ser usados - principalmente em público. Caso as
palavras façam referência aos órgãos sexuais, levante as outras que a turma
conheça para pênis e vagina. Escreva no quadro os termos corretos e utilize-os
nas conversas sobre o tema.
Padrões
de beleza
Ao
perceber que os alunos debocham da aparência de um colega, um bom caminho é
promover um debate sobre padrões de beleza. Que tal passar o filme Shrek? Por que a princesa Fiona
se esconde quando vira ogra? Ela só é aceita quando aparenta ser bela? Que
qualidades têm os personagens? É justo que as pessoas evitem quem não acham
bonito? Outro bom exemplo é a Mona Lisa, de Leonardo da Vinci. A modelo é
bonita? Explique que, na época em que foi pintada, ela era (sim) um padrão de
beleza. Divida a turma em duplas e peça que cada um descreva qualidades ou algo
que ache bonito no colega.
Disponível em:http://revistaescola.abril.com.br/fundamental-1/projeto-institucional-orientacao-sexual-641383.shtml
EDUCAÇÃO FÍSICA
Materiais para as aulas de circo
Inspirados pelo projeto
campeão da professora Fernanda Pedrosa, da EM José de Calasanz - vencedora do Prêmio Victor Civita Educador Nota 10 em 2011 -
os professores Cristiane Cassoni e Kiko Belluci ensinam como fazer materiais
acessíveis para as aulas de circo. Cada um dos vídeos contém sugestões de
flexibilização para incluir todos os alunos nas atividades, inclusive aqueles
com deficiência.
BOLAS
DE MALABARES Confeccione
com a turma malabares com bexiga ou jornal. Flexibilização para alunos com
deficiência física nos membros superiores.
PRATO
CHINÊS Trabalhe
as manipulações com este material feito em tecido. Flexibilização para alunos
com deficiência física e mobilidade nos braços.
CLAVES
DE MALABARES Aprenda
a confeccionar claves para trabalhar os movimentos de lançamento e recuperação.
Flexibilização para deficiência física.
PÉ DE
LATA Este
objeto ajuda a trabalhar o equilíbrio dos alunos. Flexibilização para alunos
com deficiência física nos membros inferiores.
SWING
POI Aprenda
a fazer estes malabares para trabalhar a coordenação motora dos alunos.
Flexibilização para deficiência física com mobilidade nos braços.
COMO
INCLUIR OS ALUNOS COM DEFICIÊNCIA NAS AULAS DE CIRCO
As flexibilizações são
oferecidas de acordo com as possibilidades do aluno e isso varia muito. Cada um
desenvolverá habilidades muito particulares, de acordo com seu tipo de
limitação ou deficiência. Por isso, atente para os seguintes fundamentos
gerais:
- Identifique as possibilidades e competências do aluno, pois essas mostrarão a
forma como ele poderá participar.
- Pergunte ao aluno como ele poderia ou gostaria de participar. Incentive-o a
mostrar suas possibilidades, mostrando que ele pertence ao grupo.
- Peça ao grupo sugestões de estratégias para flexibilizar as atividades
desenvolvidas - essa também é uma forma de envolver a todos.
- Elabore formas de participação do aluno com outras funções, atentando que
elas sejam sempre colaborativas -- não segregadas ou paralelas.
- Dê mais tempo para a execução de cada exercício.
- Conte com a experiência dos profissionais de saúde que atendem o aluno. Eles
podem tem colaborações valiosas sobre as potencialidades do aluno, bem como
recursos e estratégias utilizadas.
- Realize flexibilizações nas diversas dimensões do planejamento: objetivos
(podem ser reformulados para um determinado aluno num dado momento),
estratégias ou recursos. A avaliação deve ser adequada à mudança de objetivo.
Malabares: bolas, claves, aros e swing poi
Flexibilização para alunos com deficiência física e com mobilidade de
membros superiores (braços)
- Use
pedaços de tule (material mais leve e com tempo de recuperação maior), bexigas
presas a barbante ou bolas presas a tiras de velcro (nos casos em que a criança
não consegue segurar os materiais)
- Confeccione bolas do tamanho da palma da mão da criança.
- Confeccione bolas de balão - assim, as bolinhas escorregam menos das mãos da
criança e dão mais firmeza e segurança.
- Acrescente velcro ao swing poi e ao prato chinês.
- Amplie o tempo de realização das etapas: a criança pode demorar mais tempo
para conseguir lançar duas bolas ou duas claves ao mesmo tempo.
Equilíbrio: pé de lata
Flexibilização para alunos com deficiência física e mobilidade de membros
superiores (braços)
- Sugira que o aluno equilibre o material com as mãos.
- Ofereça uma função alternativa, por exemplo, como ser o guia do trajeto a ser
percorrido.
- Trabalhe o equilíbrio por meio do contato com o tambor. Com ajuda do
professor, a criança se deita no aparelho e vivencia o contato com ele.
- Dê mais tempo para a execução do exercício.
Geografia
Pontos cardeais: orientação, lugar e paisagens
Aproveite o entorno da
escola e as ferramentas disponíveis na internet para trabalhar o conhecimento
sobre os pontos cardeais
Objetivos
- Ampliar
as noções de referência espacial.
- Utilizar, no seu cotidiano e em mapas, os referenciais espaciais de
localização e orientação.
- Representar os lugares onde vive e se relaciona.
Conteúdos
-
Orientação pelo Sol.
- Pontos cardeais e colaterais.
Anos
3º a 5º
Tempo
estimado
Seis a
oito aulas.
Material
necessário
Caderno
de anotações, régua, papel e lápis.
Laboratório de informática com acesso a internet ou mapa do bairro e da cidade.
Flexibilização
Para alunos com deficiência intelectual
Uma
conversa com os pais ou responsáveis por levar o aluno com deficiência
intelectual à escola pode ser útil para que ele atente para a incidência do sol
em diferentes momentos do dia. Se necessário, antecipe algumas etapas para que
o seu aluno se familiarize com a proposta e repita algumas das atividades desta
sequência, como a localização dos pontos cardeais tomando como base a posição
do próprio corpo. É importante que o seu aluno compreenda que norte-sul, leste-oeste
indicam direções opostas. Mostrar os pontos cardeais em mapas, no Google Maps
ou mesmo marca-los com cartazes fixados na sala de aula são boas sugestões para
ajudar na aprendizagem da criança com deficiência intelectual. O trabalho em
duplas no jogo da rosa dos ventos, por exemplo, também contribui para o
desenvolvimento do aluno. Explore materiais que tornem os pontos cardeais mais
palpáveis para o aluno e próximos de seu cotidiano - as crianças com
deficiência intelectual costumam ter mais dificuldade para compreender ideias
abstratas. No contraturno, conte com a ajuda do Atendimento Educacional
Especializado (AEE) para desenvolver outras habilidades importantes para o
desenvolvimento do aluno, como a coordenação motora e a comunicação.
Desenvolvimento
1ª etapa
Comece
fazendo perguntas e peça que seus alunos registrem as respostas no caderno:
como o Sol afeta cada um de vocês no trajeto de casa para a escola? Ele
"bate" de que lado de seu corpo quando você se desloca (a pé, de
carro ou de ônibus) nesse caminho? Em quais partes da sua casa tem Sol pela
manhã? E à tarde? O Sol incide sobre a sala de aula enquanto estamos na escola?
Em que horários? Solicite que nos próximos dias eles façam no caderno um diário
das posições do Sol, anotando onde ele está quando acordam, quando vão para a
escola e quando voltam para casa. Peça também que após as observações desenhem
o trajeto de casa à escola ou vice-versa.
2ª
etapa
Explique
que o Sol surge todos os dias, não necessariamente no mesmo lugar, mas no mesmo
lado da Terra e que este lado do planeta foi denominado desde a antiguidade de
leste ou nascente. Informe também que o Sol se põe ou desaparece, também não
exatamente no mesmo lugar, mas no mesmo lado da Terra e que este lado é chamado
de oeste ou poente. Explique que tais nomes foram criados na antiguidade quando
o homem pensava que o Sol girava em torno da Terra. Com base nos conhecimentos
que os alunos obtiveram em suas observações ajude-os a identificar o leste.
Solicite então que se levantem e fiquem de frente para a parede identificada
como o lado leste e lembre que do lado contrário estará o lado oeste, do lado
direito estará o sul e do lado esquerdo, o norte. Agora peça que apontem o
braço direito para o lado leste e digam de que lado fica o oeste (do lado
esquerdo), o norte (à frente) e o sul (nas costas).
Peça que
todos saiam da posição, troquem de lugar e depois repita a atividade, pedindo
agora que os alunos se posicionem de costas para o leste. Ajude-os a
identificar as demais direções. Fazendo esses diferentes exercícios eles
começarão a compreender que há várias possibilidades de utilizar o próprio
corpo para se orientar no espaço.
3ª
etapa
Informe
que eles vão aprender a se orientar geograficamente em seus deslocamentos após
entender os movimentos do Sol. Desenhe a rosa dos ventos no chão da sala e
apresente os pontos cardeais e colaterais. Explique que os nomes dos pontos
cardeais foram criados pelos homens para demarcar suas posições e deslocamentos
no espaço, especialmente quando precisavam percorrer longas distâncias.
Relembre que apesar do nome eles indicam todo um lado da Terra e não um ponto
específico.
Proponha um jogo em que a turma se desloque pela sala. Um aluno dá o comando, o
outro segue e depois troca (por exemplo: Miguel vá para o leste, João siga para
sudeste, Pedro vá para Noroeste). Para facilitar o trabalho desenhe uma rosa
dos ventos no chão do centro da sala de aula (lembre-se de fazer o desenho
tendo como referência a posição real da sala em relação ao Sol e não simplesmente
reproduzindo o desenho tal como ele aparece nos livros didáticos).
4ª etapa
Oriente
os alunos a fazer o desenho de sua sala de aula e a produzir sua própria rosa
dos ventos, colocá-la sobre seu desenho e utilizá-la para indicar sua posição, a
dos colegas e de outros referenciais.
5ª
etapa
Peça que
as crianças contem para os demais o que observaram com relação à posição do Sol
em seus caminhos. Informe que agora eles aplicarão esses conhecimentos aos
mapas.
Leve a
turma para o pátio e peça que observe a posição do Sol e a localização de
espaços como a quadra, a cozinha e o banheiro. Peça que olhem ao redor
destacando o que fica em cada lado (norte, sul, leste e oeste) e depois que se
desloquem em direção ao sul, até o ponto mais distante do pátio. Chegando ao
extremo sul do pátio, oriente-os a ficar de frente para o norte, a anotar em
sua folha as direções cardeais e colaterais e a desenhar o que estão vendo.
Explique que atualmente a maioria dos mapas utiliza o norte como referência (ou
seja, apresentam na parte superior do papel os lugares e paisagens que ficam ao
norte) porque se trata de uma convenção (ou regra) estabelecida pelos
cartógrafos. Mostre a eles alguns mapas que ilustram essa afirmação
(mapa-múndi, mapa do Brasil, mapa do Estado etc). Informe também que, embora
seja uma convenção adotada atualmente, não há erro em utilizar outras
referências para desenhar os mapas. Isso inclusive já foi feito no passado.
Avaliação
Leve a
classe ao laboratório de informática para explorar o mapa ou a imagem de
satélite dos bairros em que residem. Um dos sites que você pode utilizar é o
Google Maps.
Se os
alunos não souberem o que é uma imagem de satélite e como utilizá-la para fazer
mapas, você pode utilizar uma animação
contida no site da UFSC.
Ajude-os a localizar sua cidade e seu bairro no mapa. Informe que este mapa (e
imagem) está orientado a partir do norte e pergunte onde está o leste. Com base
nessas informações os alunos deverão posicionar seu mapa (do trajeto
casa-escola) com o do site (caso não os tenha produzido orientados para o
norte) e compará-los procurando responder questões como: Em que direção você se
desloca para ir da sua casa até a escola? Qual é a posição geográfica da escola
em relação ao bairro ou à cidade?
Caso não tenha acesso à internet na escola, realize a mesma atividade
utilizando um mapa (como aqueles disponíveis nas listas telefônicas) ou obtenha
o mapa do bairro, da cidade ou fotografias aéreas nos órgãos públicos locais.
Analise o
itinerário feito pelos alunos e confira as informações contidas em cada um.
Disponível em:http://revistaescola.abril.com.br/fundamental-1/pontos-cardeais-orientacao-lugar-paisagens-649826.shtml
HISTÓRIA
Crianças indígenas de
ontem e hoje.
Comparar o modo de
viver de diferentes povos em épocas distintas é uma maneira eficiente de
discutir a diversidade
MODOS DE VIVER Entre o povo kamayurá, no Norte do Brasil, as ocas eram
construídas com estruturas de madeira e taquara, além da cobertura de palha.
Elas não têm divisão interna e servem de moradia para várias famílias. Hoje,
estas habitações continuam a existir nas aldeias.
Propor um estudo sobre
crianças indígenas do passado e do presente é uma forma de aproximar as turmas
dos anos iniciais do Ensino Fundamental de um dos conteúdos da disciplina: a
história dos índios do Brasil. Essa abordagem é resultado de uma pesquisa
desenvolvida nos Estados Unidos e que foi publicada no livro Connecting Children with Children -
Past and Present (Conectando
Crianças com Crianças: Passado e Presente, ainda sem tradução no Brasil).
"Com esse recorte, trazemos o modo de vida das crianças indígenas de
outras épocas para os dias de hoje", explica a historiadora Maria
Auxiliadora Schmidt, professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Essa proposta de trabalho tem outro benefício: romper com as generalizações que
ignoram as características dos 230 diferentes povos que habitam o Brasil (leia o quadro abaixo). Hoje,
há 500 mil índios no país, segundo um levantamento da Fundação Nacional do
Índio (Funai) de 2011. Eles formam um conjunto diverso: há os que vivem
isolados ou mantendo pouco contato com outros povos e os que estão integrados
ao restante da população brasileira. Nesse segundo grupo, o cotidiano não segue
um padrão, pois eles vivem realidades diferentes. Alguns frequentam escolas
indígenas e aprendem o português como Língua Estrangeira. Outros fogem da falta
de terra e da pobreza do campo, migrando para as periferias de grandes cidades.
Há ainda etnias que cultivam brincadeiras típicas, embora tenham abandonado os
adornos tradicionais. Uma realidade multifacetada que a escola precisa
problematizar.
É importante reforçar para os alunos que a imagem do selvagem de cocar e penas,
cristalizada no imaginário de muitos, não corresponde à realidade. "Ela já
não explica a complexidade de situações que atualmente envolvem os modos de ser
indígena e precisa ser repensada", diz o antropólogo Florêncio Almeida Vaz
Filho, docente da Universidade Federal do Pará (UFPA).
Os erros mais comuns
- Trabalhar temas da
cultura indígena em datas pontuais, como o Dia do Índio. A história dos índios não pode ser tratada só em efemérides, com
ênfase em aspectos exóticos ou como uma curiosidade.
- Encarar
as etnias indígenas como um todo homogêneo, descontextualizadas de seu tempo
histórico. Tal abordagem reforça estereótipos e idealizações. A diversidade
das populações indígenas e os conceitos de sua história devem ser debatidos
Disponível em:http://revistaescola.abril.com.br/fundamental-1/criancas-indigenas-ontem-hoje-678556.shtml
LÍNGUA PORTUGUESA
|
Descubra as palavras
(2ª série)
|
|
Nome:.............................................................
Data:..............................................................
Descubra as palavras e escreva nos quadros:
Disponível em: http://www.pedagogia.com.br/atividade.php?id=162
MATEMÁTICA
Plano de Aula
"Donald no País da
Matemágica": geometria e fantasia
Introdução
Donald no País da Matemágica é uma viagem em um mundo de fantasia onde as árvores têm raízes quadradas. Disney usa a animação para explicar o pentagrama que contém a regra de ouro e, baseado nele, explica a relação de proporção do retângulo de ouro, que representava para os gregos a lei da beleza matemática. "A obra é questionável ao associar a disciplina à mágica e apresentá-la como uma tarefa para intelectuais. Mas algumas cenas contribuem para explorar a relação das teorias matemáticas com a música, a arquitetura e a arte", afirma Priscila Monteiro, consultora pedagógica da Fundação Victor Civita (FVC). Objetivo Resolver problemas utilizando as relações entre as figuras geométricas. Conteúdo Modelização matemática: propriedades e proporção de figuras geométricas. Trecho selecionado O que mostra a proporção áurea (7m23s a 10m46s). Atividade Passe o trecho do filme para os alunos e em seguida promova uma conversa sobre o que assistiram. Organize a turma em duplas e distribua um tangram para cada uma. Proponha que elas construam três figuras diferentes utilizando as peças do jogo e desenhe os contornos. Exponha os contornos desenhados e promova uma discussão sobre as peças usadas pela garotada para compor cada figura. Avaliação Confeccione um cartaz com os paralelogramos abaixo e peça que os alunos os construam com peças do tangram. Analise se as crianças usaram os conhecimentos adquiridos para compor as figuras.
Disponível em:http://revistaescola.abril.com.br/fundamental-1/donald-pais-matemagica-geometria-fantasia-639063.shtml
|
Fonte disponível em http://grupopm32012196.blogspot.com.br/p/pensa-que-acabou.html > Acesso em 27.05.2013.
Nenhum comentário:
Postar um comentário